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Na tabela abaixo, levantamento por estado em 2008 e 2009:
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Tabela com levantamento geral por órgão, por estado em 2008 e 2009:
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Na tabela abaixo você encontra o resumo dos valores pagos por órgão:
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Clique na tabela para conhecer os valores pagos por órgão, em 2008 e 2009, ao estado de Santa Catarina:
do Diário Catarinense
Do alto da casa sobre o barranco, são vistas rachaduras no solo seco, no terreno do outro lado da rua. A dona do imóvel, Isabel Schmittz Vipper, 43 anos, ainda não se habituou ao cenário de sertão nordestino. Até antes da catástrofe de novembro, era ali que ela e o marido garantiam o sustento da casa.
Os três hectares de lavoura de arroz estavam verdinhos e com 10 centímetros de altura quando foram soterrados pelo barro na tragédia. A família é uma das 128 produtoras do grão no Complexo do Morro do Baú, em Ilhota, que perderam toda ou grande parte da safra. A região é responsável por 60% da produção de arroz do município – 450 mil sacas por ano.
– Ainda não tivemos nenhuma ajuda para salvar o solo. Meu marido está fazendo bicos para nos manter – disse Isabel.
O maquinário para drenar as lavouras e a construção de casas para as mais de cem famílias desabrigadas são as duas principais reivindicações na localidade, segundo a Associação dos Desabrigados e Atingidos da Região do Baú (Adarb). Ontem à noite, os pedidos foram reforçados a autoridades municipais e estaduais em audiência pública promovida na localidade do Braço do Baú pela Assembleia Legislativa.
– É uma forma de fazer pressão. Precisamos de máquinas para recuperar as lavouras e até agora não tivemos nenhuma ajuda – afirmou Nelson Richarts, um dos integrantes da Adarb.
Na próxima semana, a prefeitura de Ilhota deve concluir a compra de 4,4 hectares de terra, na localidade de Braço do Baú, onde serão erguidas 74 casas para desabrigados da região. Segundo o secretário da Agricultura e Meio Ambiente do município, Almir César Paul, elas serão doadas a famílias após levantamento da Assistência Social sobre características socioeconômicas dos desabrigados.
do Diário Catarinense
A prefeitura estima gastar, até junho, R$ 45 milhões em obras de manutenção decorrentes da tragédia de novembro. A previsão esbarra na falta de recursos para manter os serviços, que incluem retirada de barreiras e pontos de interrupção, limpeza e conserto de tubulações e recuperação de calçamentos. Desde novembro, já foram investidos cerca de R$ 23,2 milhões em manutenção.
Do total, R$ 5,4 milhões vieram do Fundo Estadual de Defesa Civil e o restante foi custeado pela prefeitura.
– Isso dá a dimensão da mobilização e do volume de serviço que a prefeitura está realizando, sem haver recursos financeiros. É insustentável manter esse volume sem previsão de recursos. Por mês, gastávamos normalmente R$ 1,5 milhão em serviços de manutenção. Hoje, são R$ 6 milhões em média – afirma o prefeito João Paulo Kleinübing.
Serviços como recuperação de pistas, que numa média trimestral anterior à calamidade chegava a 2,4 mil metros quadrados, de novembro a fevereiro atingiu o número de 6,59 mil metros quadrados recuperados. No mesmo período, a limpeza de canalizações de águas pluviais e esgoto abrangeu 32.600ml, sendo que a média trimestral no último ano era de 2.100ml.
Para viabilizar as obras nos próximos meses, é aguardado parecer do Ministério das Cidades para a vinda de cerca de R$ 60 milhões que serão usados na recuperação de rios, ribeirões e encostas do município. Os dois principais projetos preveem R$ 51,3 milhões para recuperação da drenagem nas bacias e R$ 9,5 milhões para recuperação da margem esquerda e calha do Rio Itajaí-Açu.
da Defesa Civil SC
Nesta terça-feira (10), os municípios de Praia Grande, no Extremo-sul do Estado, e Otacílio Costa, no Planalto Serrano, informaram à Defesa Civil que há 30 pessoas desalojadas e 90 desabrigadas, respectivamente, devido às chuvas que atingiram diferentes regiões de Santa Catarina no último domingo (8). Com isso, sobe para 587 o número de desabrigados e desalojados no Estado. A Defesa Civil já registrou ocorrência em 16 municípios, sendo dois tornados: um em Turvo, no Sul do Estado, e outro em Ponte Alta (foto), na Serra catarinense.
Os municípios com problemas que notificaram a Defesa Civil são: Alfredo Wagner, Botuverá, Itajaí, Brusque, Camboriú, Balneário Camboriú, Florianópolis, Praia Grande, Ituporanga, Criciúma, Rio do Sul, Turvo, Ponte Alta, Bocaina do Sul, Porto Belo e Otacílio Costa. O número de desabrigados é de 196 e de desalojados 391. Bocaina do Sul, assim como Ponte Alta, encaminhou decreto de situação de emergência à Defesa Civil Estadual.
Durante as reuniões da Comissão SC na última semana, o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) sugeriu aos vereadores catarinenses que apresentem, em seus municípios, Projeto de Lei que disponha sobre a inclusão do tema transversal “Noções Gerais de Defesa Civil e Percepção de Riscos” nos currículos da rede pública de ensino.
Os vereadores interessados em dar continuidade, podem baixar o exemplo de PL disponibilizado pelo deputado Gabeira aqui:
Apresentação feita pelo deputado Paulo Bornhausen, presidente da Comissão SC, durante as reuniões em Criciúma, Palhoça, Joinville, Blumenau e Itajaí.
Apresentação do Major Márcio Luiz Alves, diretor da Defesa Civil de SC, durante as reuniões da Comissão SC nos dias 05 e 06 de março.
Apresentação feita pelo Cel José Luiz D´Ávilla Fernandes (Diretor de Reabilitação e Reconstrução da Secr. Nacional Defesa Civil) durante as reuniões da Comissão SC realizadas em Criciúma, Palhoça, Joinville, Blumenau e Itajaí – nos dias 05 e 06 de março.
De acordo com representantes da defesa civil catarinense, na maioria das cidades brasileiras falta uma estrutura adequada para o setor, que precisa de mais profissionalização e da realização de concursos públicos. Michel Temer disse que a defesa civil precisa ter uma ação mais preventiva, e não apenas de resposta aos desastres. Ele ressaltou que as vítimas da tragédia em Santa Catarina não podem ser esquecidas.
O deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), presidente da comissão externa que visitou as cidades atingidas por enchentes em Santa Catarina, disse que a Comissão vai trabalhar na criação de um centro de climatologia e prevenção de desastres que faria de Santa Catarina um centro de referência mundial no setor.
- Essa é a única forma de minimizar as consequências do aquecimento global na região. O centro deve ser implantado em cinco anos, e até o fim deste ano o planejamento para viabilizá-lo estará pronto.
A comissão externa visitou, em dois dias, cinco cidades que foram atingidas por enchentes em novembro: Criciúma, Palhoça, Joinville, Blumenau e Itajaí. Temer observou que a sua presença no estado é simbólica, pois mostra a intenção da Câmara de colaborar para reconstruir as cidades. A data da comissão geral ainda não está definida.
Parcerias
O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) disse que é preciso preparar a população e os governos para enfrentar os desastres climáticos. Ele e o deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC) estão fazendo contatos com as representações diplomáticas da Holanda e da Inglaterra para tentar parcerias com universidades desses países no estudo das mudanças climáticas e da elevação do nível dos mares.
Recursos
Segundo o presidente da Câmara, os deputados podem ajudar a reduzir a demora e a burocracia na liberação de recursos para os atingidos por desastres.
O deputado João Matos (PMDB-SC) informou que integrantes da bancada de Santa Catarina tentarão obter mais repasses federais para o estado na próxima semana. Eles vão procurar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ministérios relacionados à recuperação das áreas atingidas.
João Matos foi o relator da MP 448/08, que destinou recursos a Santa Catarina. Ele concordou com a avaliação do prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, de que serão necessários mais repasses do que os previstos pela MP (R$ 1,6 bilhão). Segundo o deputado, na época da votação da MP, em dezembro, ainda não havia um balanço final dos prejuízos causados pelas enchentes.
Saldo
Paulo Kleinübing afirmou que a recuperação de Blumenau custará R$ 800 milhões – quase três vezes o valor do orçamento anual do município, de R$ 300 milhões. Segundo ele, na cidade houve 24 mortes, 3 mil pontos de deslizamento e 48 escolas e 45 postos de saúde atingidos. O prefeito estima que serão necessários dois anos para recuperar a cidade.
Durante as enchentes em todo o estado, mais de 78 mil pessoas ficaram desabrigadas. Até o dia 16 de fevereiro, ainda havia 2.637 desabrigados e 9.390 desalojados. No total, 135 pessoas morreram.
Na visita a Santa Catarina, os deputados da comissão externa se reuniram com prefeitos, vereadores, técnicos da defesa civil e representantes dos moradores atingidos pelas enchentes.
Ouça a cobertura feita pela Rádio Câmara das reuniões realizadas pela Comissão SC em Criciúma, Palhoça, Joinville, Blumenau e Itajaí.
05/03 – Deputados vão ajudar na criação de centro de climatologia em SC (01´25″)
05/03 – Comissão Externa está em SC para avaliar consequências das chuvas (01´21″)
06/03 – Comissão vai debater problemas da defesa civil brasileira (01´00″)
06/03 – Michel Temer vai a SC acompanhar trabalhos da Comissão Externa (01´20″)
Com Cristiane Bernardes









